Quem sou eu

Minha foto
Eu, eu mesma e uma outra Carol. http://about.me/cacarolika

quinta-feira, 26 de maio de 2011

O Alguém.

Um dia você desiste. Um dia você cansa de todos que estão à sua volta. Um dia você quer viver longe de tudo o que costuma estar perto. Um dia você precisa sair da rotina. Um dia você esquece de querer seguir em frente e lutar pela sua felicidade. Um dia você percebe que não quer mais fazer nada além de dormir nos fins de semana. Um dia você descobre que tudo o que vinha acontecendo não passou de uma ilusão.
Um dia, um belo dia, você desiste.
Porque não tem motivo nenhum para continuar.
Porque você acha que não tem motivo.
Até que você encontra O Alguém.
O alguém que não te deixa desistir. Alguém que te faz querer ficar perdo de todos que estão a sua volta. Alguém que faz você querer viver perto de tudo o que sempre costumou viver. Alguém que te faz querer continuar na rotina. Alguém que te faz querer seguir em frente lutar. Alguém que te faz querer fazer tudo a não ser dormir nos fins de semana. Alguém que te faz descobrir que nada disso era uma ilusão.
Um alguém. Aquele alguém.
O seu Alguém.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Just smile. Ever.

Eu sempre estou sorrindo. Mesmo quando meu coração está apenas cacos, quando nada parece fazer sentido e eu me acho um encosto, eu estou sorrindo. Sempre junto as minhas últimas forças para sorrir. Porque um mísero sorriso pode fazer toda a diferença. E o sorriso demonstra que você é forte. Que, apesar de tudo, você ainda tem forças para tentar seguir em frente. Que mesmo quando tudo está errado, você está disposto a concertar. Um sorriso é como um raio de Sol para uma pessoa que vive em tempos de chuva. É a prova de que sempre existe uma luz entre as nuvens. É um brilho a mais. É uma felicidade a mais.
É por isso que eu sempre sorrio. Aconteça o que acontecer, eu sempre sorrio.

domingo, 22 de maio de 2011

Para: Saudade.

Querida Saudade,

Eu não quero mais que você faça parte da minha vida. Por favor, suma. Você me machuca, me faz sofrer, e pouco se importa para mim. Eu quero que você vá para longe, para um lugar onde eu nunca mais a sinta. Eu quero dar um adeus caloroso em você, e te ver partir.
Quero que você volte para a pessoa de onde você veio; diga à ela para que volte, que eu preciso dela. Diga que você não é bem vinda e que eu a quero de volta. Vá embora, e a traga para a minha vida outra vez.
Mas faça isso o mais rápido possível. O tempo está se esgotando, o meu coração está parando, e eu preciso que você vá o mais rápido que conseguir.
E não esqueça de mandá-la de volta, está bem?
Me desculpe por expulsá-la assim, mas é que está doendo. Tanto a sua presença, quanto a falta dela. É tudo o que eu te peço.
Corra, está bem?

Beijos, C.

Somebody saw me?

Me perdi. Me perdi dos meus sonhos, e dos meus desejos. Me perdi dos meus gostos. Me perdi dos meus sorrisos, das minhas lembranças, dos meus pensamentos. Me perdi dos meus odores, do meu paladar, do meu sabor.
Me perdi de meus amigos. Me perdi da minha família, me perdi do meu amor. Me perdi dos desconhecidos, dos conhecidos e dos inexistentes.
 Me perdi do meu coração, das minhas mãos, do eu braço. Me perdi dos meus neurônios, dos meus lipídios e do meus ruins.
Me perdi até do meu oxigênio.
Eu me perdi de tudo o que eu conhecia, de tudo o que eu sabia, de tudo o que eu fui. Estou perdida, sozinha, e sem uma bússola para me guiar. Não tenho um mapa, e não sei qual caminho tomar para me achar. Preciso de uma luz, um pássaro, algo para eu me guiar para casa. Pois eu estou perdida, e não sei qual o caminho de volta.
Eu me perdi de tudo. De todos.
Eu me perdi de mim mesma.

A (maldita) Indiferença.

E eu que achava que o ódio era o pior sentimento que existia. Aliás, todo mundo sempre acha que o ódio é um sentimento ruim. Mas, não. Não é. Nem de longe é o pior.
O ódio é um sentimento que faz com que você sinta algo correr por suas veias tão quente quanto o amor. É algo que também o deixa cego, surdo e mudo. É um sentimento que te deixa de perna bamba, de cabeça virada, e com os olhos ardendo. Te faz chorar, também. Te derruba. Te sangra por dentro.
O ódio não é o pior sentimento do mundo. Não, claro que não. Experimente só ser indiferente.
A indiferença sim, é o pior sentimento que se pode ter.
Maltida indiferença.
Acredite, o ódio não é nada perto dela. Enquanto você odeia uma pessoa, não quer vê-la nem por um decreto, não quer nem ouvir seu nome, significa que você ainda a considera. De certa forma, ainda se importa com o fato de ela ainda existir, mesmo que deseje sua morte.
Já a indiferença...
Faz com que você -literalmente- cague e ande. Você pouco se importa se fulano está vivo. Está pouco se lixando para o que ciclano sente por você. É algo inexistente. É algo tão ruim, que você não sabe o que se passa, e nem procura saber. Você simplesmente ignora. Menospreza. Você não sente absolutamente nada, e nem faz questão de sentir.
Então, dê-se por satisfeito se alguém nesse mundo o odeia. Porque quando ele deixar de se importar, aí, sim, você saberá o quanto algo pode doer tanto.

Frio.

Acho que o frio é psicológico. A solidão trás o frio. O vazio trás o frio. Mesmo com Sol de quarenta graus, o frio permanece nessas condições.
As vezes o frio é tanto que chega a doer. Mas, na realidade, não é o frio que faz doer.
É o vazio, o nada. É aquele buraco no peito que faz os dentes baterem e o corpo tremer. É o nada que faz com que você sinta tanto frio que suas costelas batam uma na outra, e o façam contorcer-se para se aquecer.
Mas nem todos os cobertores do mundo te aquecerá. Nem todos os aquecedores, lareiras, nada. Nada o aquecerá.
Nada aquecerá o vazio. Nada aquecerá o nada.
A não ser um outro tipo de calor, que não está a venda em lojas de eletrodomésticos e de roupas. Um calor diferente. Um calor que você não sente nos braços e pernas, e sim dentro.
Lá dentro. Lá no buraco.
Lá no vazio.